Depressão, definição, sintomas, causas e sinais

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O que é a depressão?

É impossível não ter uma vida feita de altos e baixos. Sentir-se infeliz ou triste perante o desapontamento, a perda, a frustração ou a doença é algo normal. Muitas pessoas utilizam a expressão "depressão" para explicar esse tipo de sentimentos, mas trata-se na realidade de depressão situacional, que não é mais do que uma reacção normal perante os acontecimentos que nos rodeiam.

A depressão clínica, contudo, domina por completo a nossa vida e entranha-se no nosso dia-a-dia, interferindo na nossa capacidade de trabalhar, de estudar, de se alimentar, de dormir e de se divertir. É algo inexorável, com ou sem nenhum alívio.

Sinais Sintomas e Causas da Depressão

Sentir-se em baixo de tempos em tempos é algo normal que faz parte da vida. No entanto, quando a tristeza se apodera de nós e quando teima em não desaparecer, podemos então, estar com uma depressão.

Mais do que temporário, os momentos de depressão dificultam o desempenho de funções laborais, assim como o(a) impossibilitam de desfrutar a vida, como outrora o fizera.

Uma pessoa com uma depressão grave tem pouco interesse, ou até nenhum, no trabalho ou no lazer, e pode até apresentar dificuldades quanto ao levantar-se da cama.

Com um tratamento e apoio, poderá sentir-se_melhor. Aprender a compreender em que consiste a depressão – incluindo os sinais, os sintomas e as causas – é o primeiro passo para superar o problema.

Quais os sinais e os sintomas da depressão?

Existe uma grande diferença entre "sentir-se deprimido" e sofrer de depressão clínica.

O desânimo próprio da depressão clínica é implacável e esmagador. Algumas pessoas descrevem-no com "viver num buraco negro" ou como a sensação de uma desgraça iminente. Não podem escapar à sua infelicidade e ao desespero. No entanto, algumas pessoas que sofrem de depressão não se sentem minimamente tristes. Pelo contrário, sentem-se sem energia e vazias. Neste estado apático, são incapazes de sentirem prazer.

Mesmo quando participam em actividades que habitualmente apreciavam, sentem-se afastados da realidade. Os sinais e os sintomas variam de pessoa para pessoa e podem aumentar e diminuir em termos de gravidade ao longo do tempo.

A depressão e os homens

A depressão é um termo tendencioso na nossa cultura. Muitos são os que o associam, porém erroneamente, a um sinal de fraqueza ou a um excesso emocional. Isso é especialmente verdade no que toca aos homens. Os homens deprimidos têm menos probabilidade, contrariamente às mulheres, de admitirem sentimentos de auto-repugnância e de desespero.

Como é a depressão expressa quando se trata de homens?

Frequentemente, é percepcionada de maneira mais "socialmente aceitável". Raiva, agressividade, comportamento irreflectido e violência, juntamente com o abuso de substâncias tóxicas, podem ser sinais de uma depressão subjacente.

Poderá ouvir queixas relativas a cansaço, irritabilidade, problemas em adormecer e desinteresse ou súbito interesse excessivo nas actividades profissionais e de lazeres. Apesar de as mulheres apresentarem taxas de depressão duas vezes mais elevadas do que as taxas apresentadas pelos homens, os homens apresentam um maior risco de suicídio, especialmente no que diz respeito aos homens mais velhos.

A depressão e o suicídio

A depressão é um risco importante no que diz respeito ao suicídio. O desespero profundo e a angústia que surgem associadas à depressão podem fazer com que o suicídio seja encarado como a única forma de pôr um ponto final na dor. Os indivíduos com tendências suicidas apresentam, frequentemente, indícios ou sinais das suas intenções.

A melhor maneira de prevenir o suicídio é saber quais os sinais de alarme e de ficar atento(a) a esses sinais e, por conseguinte, tomar uma atitude caso os reconheça. Se está convicto(a) de que um(a) amigo(a) ou um familiar apresenta tendências suicidas, pode desempenhar um papel na prevenção do suicídio mostrando-lhe o caminho rumo a alternativas, mostrando o quanto se preocupa e recorrendo à ajuda de um profissional.

As várias faces da Depressão

A depressão reveste várias formas e feitios. Para alguns, a depressão pode persistir, a um nível reduzido, durante meses e mesmo durante anos. Para outros, os sintomas são tão intensos que interferem gravemente com o quotidiano podendo levá-los ao suicídio.

A depressão pode ser desencadeada ou agravada por acontecimentos pessoais e interpessoais, por alterações hormonais (por exemplo, após_o_parto) e pode até ser provocada pela falta de luz solar.

Depressão Clínica

A depressão clínica caracteriza-se pela incapacidade de desfrutar da vida e de sentir prazer. A falta de interesse pelas actividades realizadas no exterior, os sentimentos fortes de demérito ou de culpa, os pensamentos segundo os quais a vida não vale a pena ser vivida, o aumento ou a perda de peso, os distúrbios do sono, tudo isto são sinais característicos da depressão clínica.

Normalmente, estes sentimentos devem persistir pelo menos durante duas semanas para que possamos considerar que se trata de um episódio de depressão clínica.

Os sintomas podem variar:

• De ligeiros, quando consegue realizar actividades quotidianas com algum esforço adicional;

• A graves, quando deixa de poder concluir actividades diárias.

A distimia (Depressão leve mas prolongada)

No caso de sofrer de distimia, sentir-se-á como se tivesse sempre estado deprimido(a). No âmbito da distimia, os sintomas depressivos não são tão intensos quanto os de um episódio de depressão clínica, no entanto, perduram durante um longo período de tempo, ou seja, durante pelo menos dois anos. Serão mais os dias em que se sentirá ligeiramente ou moderadamente deprimido(a), embora possa ter, temporariamente, uma melhor disposição. Estes sintomas crónicos podem fazer com que o desfrutar da vida seja algo difícil, assim como relembrar tempos melhores.

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